Psic. Tisa Paloma Longo

Tisa Paloma Longo CRP 08\11412

Psicoterapeuta Cognitivo-Comportamental

Especialista em Psicopedagogia

Reportagem publicada em 19/11/2008, no Caderno Viver Bem do Jornal Gazeta do Povo, por Jennifer Koppe (jenniferk@gazetadopovo.com.br), com a participação da Psic. Tisa Paloma Longo.

Firmeza na medida certa

Psicólogos e educadores recomendam que os pais substituam os gritos e os castigos pelo diálogo aberto e pelas conseqüências, e que combinem as regras da casa em conjunto com as crianças.

Ajoelhar no milho, dar a mão à palmatória, ficar trancado no quarto escuro… As punições aplicadas há décadas doíam no corpo e na alma das crianças da época, que se transformaram nos pais e avós de hoje.

A maioria não quer repetir os erros de seus próprios pais e promete fazer tudo diferente. Mas muitos se perdem quando precisam disciplinar o filho e estabelecer limites sem fazer uso de gritos, punições severas e força física. [clique para continuar a leitura]

Felizmente, garantem os especialistas, é possível educar as crianças e mostrar o que é permitido ou não, sem se transformar em carrasco ou monstro.

Não é, entretanto, tarefa das mais simples. Você vai precisar se munir de uma dose extra de paciência e controle. Os resultados, porém, farão o esforço valer a pena. O fato de ver os seus pimpolhos comportados e felizes, sem desgaste ou remorso, será a grande recompensa.

Para a psicoterapeuta Eloá Andreassa, o primeiro passo é substituir o “castigo” pela conseqüência. “A palavra tem um significado muito mais positivo e esclarecedor. Elas precisam entender que todo ato tem uma conseqüência. Se a criança coloca o dedo na chama do fogão, vai se queimar. É simples”, explica.

Melhor ainda é poder prevenir o mau comportamento, antes que aconteça. De acordo com a psicóloga e psicopedagoga Tisa Paloma Longo, a abordagem positiva é fundamental. “A criança deve ser elogiada quando cumprir com alguma regra ou tarefa. Por exemplo, se ela escovar os dentes durante toda a semana sem reclamar, pode ser recompensada com um passeio no parque”, sugere.

Os combinados também podem auxiliar a prevenção. Informar as crianças continuamente sobre as regras e do que pode acontecer se elas forem descumpridas evita muitas broncas.

A estudante de pedagogia Fernanda Puppi, 29 anos, criou junto com os filhos Gabriel, 7, e Giulia, 3, uma série de cartazes coloridos que apresentam o regulamento da casa. Os cartazes foram pendurados pela casa e podem ser entendidos pelo mais velho, que já sabe ler, e também pela pequena, através de desenhos e figuras. “Parece uma medida simples, mas tornou tudo muito mais fácil porque eles compreendem e estão sempre sendo lembrados do que é certo ou errado. Eles acham legal ter regras, até contam para os amiguinhos.”

Tisa Longo lembra que os pais devem servir de modelo, sempre. “Se a regra da casa é não bater e nem gritar, todos devem obedecer, inclusive os pais. Senão a criança vai imitar este comportamento”, completa.

Mas é bom que fique claro que evitar broncas e castigos não é sinônimo de deixar a criança fazer o que quiser. A falta de limites pode ser até mais prejudicial para a educação delas do que as punições severas. “Sem limites, elas não conseguem aprender as regras da sociedade e perdem o controle sobre as emoções. Podem se tornar agressivas e inseguras”, alerta a psicopedagoga. Eloá também reforça o perigo da negligência dos pais. “A ausência de limites contribui para a formação de delinqüentes no futuro.”

Serviço: Tisa Paloma Longo (psicóloga) – Psicologia Clínica, (41) 3014-8779 / Eloá Andreassa (psicóloga) – Valle do Sol, (41) 3016-5036.