
Tisa Paloma Longo CRP 08/11412
Psicoterapeuta Cognitivo-Comportamental
Especialista em Psicopedagogia
A hospitalização é um acontecimento que pode gerar na criança sentimentos como medo, dor, sensação de culpa e resultar em reações inadequadas durante a internação. Algumas pesquisas afirmam que a hospitalização produz um aumento de condutas como: choro excessivo, birra, agressividade, podendo provocar experiências desconfortáveis e reações emocionais desadaptativas como o estresse, a ansiedade e o medo. [clique para continuar a leitura]
Entende-se que a hospitalização gera na criança efeitos que podem prejudicar o seu desenvolvimento psicológico e emocional. Para PREBIANCHI e SOARES (2004), a hospitalização é uma condição extremamente complexa para a criança, com exposição a materiais médicos e procedimentos invasivos, causando a perda da autonomia e do próprio controle. Para a maioria das crianças, a realidade hospitalar é nova e desconhecida, situação essa que dificulta o ajustamento da mesma no contexto, e esse novo clima de suspense e desinformação gera fantasias e temores na criança e na família. A exploração dessa nova realidade é na maioria das vezes às custas de muito medo e apreensão (CHIATTONE, 2003), provocando na criança experiências emocionais intensas e complexas, que exigem a mobilização de recursos internos para uma adaptação necessária. O ambiente hospitalar pode representar para a criança algo ameaçador e agressivo.
A ansiedade e o estresse causados pela hospitalização podem diminuir ou até acabar quando a informação e o esclarecimento fizerem parte do processo de humanização no tratamento.
A informação é uma estratégia de comunicação utilizada no contexto hospitalar, que envolve os procedimentos médicos, incluindo a explanação das razões que conduzem à necessidade da execução do procedimento, os possíveis resultados e os eventuais efeitos desconfortáveis. A informação é, então, um elemento fundamental na preparação, adaptação e recuperação do paciente.
COHEN e LAZARUS (1980, citados por ORTIGOSA, MÉNDEZ e QUILES, 1996) identificam quatro tipos específicos de informações que devem ser passadas para a criança e seus familiares e que podem proporcionar benefícios: 1) razões para o tratamento médico; 2) procedimentos médicos a realizar; 3) sensações que o paciente pode experimentar e 4) estratégias de enfrentamento.
Acreditando que os efeitos da hospitalização são realmente prejudiciais a integridade psicológica da criança, pode-se ajudar através do uso do lúdico, o brincar pode transmitir informações e esclarecer dúvidas e fantasias, melhorando a qualidade de vida durante a hospitalização.
Vários autores consideram o uso do lúdico (por exemplo: o brincar, o uso da fantasia, histórias, entre outros) como a melhor escolha para a intervenção psicológica com crianças hospitalizadas.
Referências
- CHIATTONE, H. B. C. A criança e a hospitalização. Em: ANGERAMI – CAMON, V. A. (org). A psicologia no hospital. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2003.
- ORTIGOSA, J. M.; MÉNDEZ, F. X. e QUILES, M. J. Preparacion a la hospitalización infantil (II): modelado filmado. Psicologia conductual. Spain, v. 4, n. 2, p. 211 – 230, 1996.
- PREBIANCHI, H. B. e SOARES, M. R. Z. Histórias infantis: propostas de intervenção psicológica com crianças. Em: BRANDÃO, M. Z. S. et al. (orgs). Sobre comportamento e cognição: contingências e metacontingências: contextos sócios-verbais e o comportamento do terapeuta. v. 13. Santo André, SP: ESETec, 2004. p. 250 – 258.
Achei muito interessante seu artigo e gostaria que visitasse meu site para trocarmos links e experiências
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abraços
paulo
Paulo, pode deixar vou espiar o site. Obrigada. Tisa
Oi amiga… estou muito feliz por voce e orgulhosa tb. Voce merece o que tem de melhor do UNIVERSO. Estou longe mas torço sempre por vc.
Saudades…
Beijos
Tati