
Psic. Thays Araujo
Cá entre nós, quem nunca disse “Não tenho mais tempo para fazer minhas coisas!”?!
Cada vez mais nos preocupamos com a falta de tempo que sentimos para realizar nossas atividades diárias. Mas será que nos falta tempo, ou não estamos administrando o tempo de uma forma eficaz?
Em meio a tantas coisas para fazer ao mesmo tempo, precisamos organizar nossas atividades, priorizando-as.
Existem várias formas de se fazer isso, neste texto vou sugerir uma atividade de acordo com dois autores, Lucy MacDonal e Jaime Wagner. Estes autores dizem que uma boa administração do tempo depende de como você distribui suas atividades, listando-as em 3 categorias: importantes e urgentes, importantes e não urgentes, não importantes e não urgentes.Quanto mais atividades importantes e urgentes tivermos, mais teremos que estar dispostos a gerenciar crises, a tensão e a pressão são maiores, portanto estaremos mais propensos ao estresse.Quando temos atividades importantes, mas elas não são urgentes, nos sentimos mais motivados e tranqüilos para realizar o que desejamos, afinal, não precisamos brigar com o relógio, não há pressa, mas sim, planejamento.
E aquilo que não é importante e nem tem urgência são trivialidades e devem ser evitados para não perdermos tempo com pequenas coisas que não vão agregar valor.
Desta forma, estou falando sobre priorização de atividades. Priorizar é uma forma de ordenar eventos, começando com aquilo que é vital, necessário.
Mas ainda que a gente se organize e estabeleça prioridades, estamos sujeitos a imprevistos e interrupções que podem exigir um novo planejamento.
Aquilo que é importante está relacionado ao valor que tem para você, e a urgência está relacionada ao tempo ou ao prazo para realização das atividades.
Devemos estar atentos a este fato, pois as interrupções e os imprevistos fragmentam a atenção e desviam o planejamento. Por isso fique atento aos dois grandes erros cometidos ao lidar com imprevistos/interrupções:
1. fechar-se ou fugir do imprevisto (tentar ignorá-lo);
2. não reconhecer que muitos imprevistos podem ser tratados de maneira planejada.
As interrupções podem ser classificadas em três tipos:
1. Necessárias e urgentes: as únicas que realmente precisam ser tratadas imediatamente sob pena de incorrer em perda significativa;
2. Necessárias, mas não urgentes: chegam inesperadamente, mas o prazo não é imediato;
3. Desnecessárias: não lhe dizem respeito ou não têm valor para você.Faça três perguntas para saber como lidar com as interrupções:
1. O que eu posso fazer por você?
Esta pergunta verifica se a interrupção é necessária ou não e se você pode realizar o que está sendo pedido.Sugira/negocie um prazo viável, considerando possíveis imprevisto
2. Qual é o prazo que a pessoa me dá?
Você pode arcar com este prazo?
3. Como isso se enquadra nas minhas prioridades?
É possível conciliar no seu planejamento as interrupções/imprevistos que surgiram?
Experimente organizar suas atividades desta semana distribuindo-as em 3 colunas como mostra o exemplo a seguir:
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importantes e urgentes |
importantes e não urgentes |
não importante e não urgentes |
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urgentes |
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Experimente e depois nos escreva contando como foi.
A todos, uma boa administração do tempo!
- MacDonald, Lucy. Aprenda a usar o tempo: saiba equilibrar vida pessoal e profissional e encontre o bem-estar. São Paulo: Publifolha, 2006.
- Wagner, Jaime. A arte de planejar o tempo. Porto Alegre: Literalis, 2003.
é úm pouco difícil colocar em prática a tabela da urgência e não urgência… mas tentei…..
muito bom. obrigada!
beijo….
Carla, às vezes temos essa dificuldade porque estamos normalmente presos e atrelados a prazos e a tempo escasso.
E aí, tudo fica urgente.
E este é um dos fatores de estresse, porque a pressa vira rotina e vamos ficamos pressionados a dar conta de tudo em tão pouco tempo.
Preencher aquela tabela envolve disposição e é um processo de organização e disciplina para poder colocar as coisas em ordem…então, pode levar algum tempo p/ que seja mais fácil.
Que bom que tentou e experimentou.
Abraços,
Psic. Thays Araujo